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Sobre paternidade, sobre amor.

Muito se fala sobre a maternidade, suas dificuldades (e eu ainda acho que falam pouco e nem sempre falam todas as verdades) e principalmente sobre a tão temida culpa de tudo que as mães sentem.

Mas e os pais? Também não se sentem culpados as vezes? Sobre isso pouco se fala e eu, não quero falar desse tema sobre uma perspectiva científica, estudiosa, psicológicas e cheia de razões, vou falar da paternidade que vivencio dentro de minha casa, com meu marido e filho e talvez de alguns pais que conheço e que, de alguma maneira já se manifestaram seus sentimentos.

Os pais atuais, em grande número, são pais bem diferentes do que foram nossos pais. Meu pai foi presente, daqueles que se vestia de Papai Noel no natal e fazia questão de ter os filhos bem perto, mas nem de longe foi um pai participativo a ponto de ir a reunião na escola, contar estórias para dormir ou escovar nossos dentes depois do almoço, ele era o pai amoroso e provedor.

Os novos pais são mais atenciosos, mais presentes na vida dos filhos. Trocam fraldas, dão os primeiros banhos, levam na escola, vão as reuniões, levam ao médico, brincam no parquinho, cuidam de seus filhos sozinhos quando necessários ou quando separados das mães, contam estórias para dormir, escovam os dentes depois das refeições, nossa, essa lista pode ir muito longe. Eles participam  mais da vida de seus pequeninos e isso cria um laço de amor e afeto incrivelmente lindo, uma relação de cumplicidade, respeito e muito, muito carinho.

O que também acontece nesse nosso pseudo e as vezes chato  mundo “moderno” é que esses novos pais trabalham muito mais que nossos velhos pais. Eles não tem hora para sair do trabalho, trabalham finais de semana, muitas vezes saem e chegam em casa com a criança dormindo, passam horas do seu dia de folga pendurados em seus smartphones e computadores resolvendo problemas de última ordem e percebem, mas nem sempre falam, que o tempo para os filhos está faltando, que a hora da brincadeira está cada vez menor, que a paciência para a birra rotineira está mais curta e que a energia para contar a história está saindo pelos poros, começa aí a culpa pela falta de tempo e a falta de cuidar dos filhos com mais carinho.

Sim minha gente, os pais estão sentindo culpa quando chegam em casa e os filhos fazem de tudo só para chamar a atenção, quando no meio de uma reunião o filho liga perguntando que horas ele chegará em casa, quando ele irá contar a história ou simplesmente quando estão cansados demais para fazer qualquer coisa que não seja dormir toda a tarde de domingo. Um pai amigo me contou que os dias que está com o filho, pais separados, ele dorme com o pequeno em sua cama, porque fica muito tempo longe dele então tem que aproveitar cada segundo e que sim, faz muitas vontades do menino pela culpa, quem poderá julga-lo?

Acredito que essa falta de tempo não tenha muita solução, o trabalho não poder ser abandonado, as obrigações devem ser compridas e melhor do que quantidade de tempo é qualidade de tempo. Mesmo com pouco tempo esses “pais culpados”, assim como as “mães culpadas” fazem um lindo trabalho com seus filhos, educação, apoiam, dão amor, ensinam os melhores caminhos para vida, brincam e se divertem.

A minha sugestão é que, se você tem um pai culpado por perto, mostre a ele o excelente pai que ele é, mesmo com todas as dificuldades do dia, demonstre todo o amor que os filhos tem por ele, que ele está no caminho certo e o quanto ele é importante para os pequeninos.

Essa semana eu fiz isso para o pai culpado aqui de casa, preparei um presente todo emoção, recheado de boas lembranças e muito, muito amor e carinho. Posso dizer que deu certo viu, ele adorou os mimos e ficou muito emocionado, não acho que tenha deixado a culpa totalmente de lado mas acho que pelo menos deu um alivio no coração.

As mãos da família são as nossas mesmas, eu fiz em bordado mas você quiser poderá inventar uma brincadeira, fazer os riscos com lápis de cor e depois mandar emoldurar.

Outra fofura que fiz foi um varal de pompons e nele coloquei fotos, mais ou menos em ordem cronológica da vidinha do meu pequeno, fotos que mostrassem o suporte que o pai dava para o filho, acho que foi o mais emocionante.

Para fechar com chave de ouro ouça seu coração e escreva um belo cartão.

O dia dos pais está chegando e poderá ser um momento muito especial para todos os papais.

Um grande beijo em todos, mamães e papai, culpados ou não.

Emilia

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